Evolução do Setor Cenário Brasileiro
É fato consumado e conhecido que o petróleo é um dos mais importantes vetores deste
terceiro ciclo de desenvolvimento que impulsiona a economia do Espírito Santo. O
que poucos sabem, no entanto, é que o “ouro negro” não brilha sozinho.
Vitória, capital do Estado, é, por exemplo, uma das melhores cidades brasileiras
para se viver. É a terceira em qualidade de vida, possui taxa de freqüência escolar
de 93% e índice de alfabetização de 95%.
O Estado também desenvolve, à sua maneira, o segmento do agro negócio, com a vantagem
de conseguir fixar grande parcela da população rural no campo, evitando o êxodo
e garantindo emprego e renda.
São 85 mil hectares de área plantada produzindo 1.2 milhões de toneladas de fruta
por ano, com destaques para o mamão – 680 mil toneladas ano passado –; seguido pela
banana, com 158 mil toneladas; e pelo coco, com 35 mil.
No setor mineral, possui o maior complexo de pelotização de minério de ferro do
mundo, sendo responsável por mais de 50% das pelotas consumidas no planeta. É também
o maior produtor e exportador de granito de toda a América Latina, maior produtor
nacional de placas de aço, maior produtor e exportador de celulose branqueada e
o segundo maior produtor de café do país.
Em relação ao negócio petróleo, que a partir de 1999 tinha sido timidamente iniciado
em campos terrestres, o Espírito Santo também surpreendeu. Passou a ocupar a segunda
posição, com um terço das reservas brasileiras estimadas de óleo, inclusive com
petróleo fino e gás natural dos campos marítimos de Jubarte, Cachalote e Baleia
Branca (óleo pesado em águas profundas); Golfinho e área do ESS-132 (óleo leve em
águas profundas) e Peroá e Cangoá ( gás em águas rasas). Quanto à produção terrestre,
Fazenda Alegre desponta com grande volume de óleos pesados e extrapesados.
De outro ângulo: de uma produção baseada fundamentalmente na agricultura, o Espírito
Santo se inseriu irreversivelmente na economia globalizada, fazendo com que sua
produção cresça acima da média obtida pelo País.